segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

São Jorge - Chapada dos Veadeiros (GO)

Casa de Cultura

Igrejinha de São Jorge


São Jorge é um povoado do norte goiano, pertencente ao município de Alto Paraíso de Goiás. É muito visitada por brasilienses, por ser a porta de entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. No interior do parque, guias são obrigatórios e podem ser feitas dois tipo de trilhas, uma que prioriza os cânions e outra que prioriza as cachoeiras.
Contudo, muitos visitam o povoado sem a intenção de entrar no parque. A própria vila é uma atração em si, com seus bistrôs charmosos, pousadas, lojas de artesanato e a Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge. Nas suas proximidades, estão também outros pontos turísticos. O mais famoso deles é o Vale da Lua, localizado a meio caminho entre a vila e Alto Paraíso, e que é caracterizado por pedras cinzentas ao redor de um rio, possuindo esse nome por lembrar a superfície da Lua.

Vale da Lua


São Jorge tinha o nome de Baixa (por estar localizado em um local mais baixo que Alto Paraíso), e era formado por garimpeiros que viviam da subtração de cristais, mercado que oscilou muito a partir de 1951. A troca de nome para o do santo surgiu por sugestão de um morador, a fim de elevar a autoestima dos habitantes, pois São Jorge vive no alto, e eles viviam na baixa...
São Jorge também sedia o Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, e em julho de 2015 teremos a 15ª edição. Durante alguns dias, há apresentação de grupos de danças, como catira e congo, apresentações musicais e oficinas de cultura.
O povoado dista cerca de 230 km de Brasília. Pega-se a BR 010 até Alto Paraíso de Goiás, de onde se pega o acesso a vila. De alto Paraíso a São Jorge são 36 quilômetros

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Sexta-feira de carnaval



É sexta-feira. O sol ainda não se pôs, mas o surdo ecoa pelas ruas do centro. A confusão de pessoas saindo do trabalho se mistura às batidas.
Ele está com a gravata frouxa quando a vê.

Psiu!

Ela não olha. Está com uma tiara colorida na cabeça. No corpo, a roupa do trabalho.

Psiu!

Ele insiste.
Ela insiste na recusa.

Vou te dar duas opções.

Ela não acredita. Olha pra ele. Finalmente.

Oi, gata.

Odeia ser chamada de gata.

Fala comigo, gata. Olha pra mim.

Ela segue ignorando. Ele, repetindo.

Então, gata, vou te dar duas opções.

Nunca viu ele antes, não acredita no ultimato.

Gata, é o seguinte: ou você me beija ou dá uma cambalhota.

Ela não acredita.
Ele não deixa dúvidas.

Ou me beija ou dá uma cambalhota.

Ela encara; ele, sério. As amigas dela observam a cena.

Prefiro rolar até a Barra da Tijuca.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015


Imagem: M.C. Escher

 poetas de mãos e dores.

a mão que escreve
poesia a mão
que escreve poesia

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Aliviado


Puxou o ar, para espairar, e soltou lentamente. Sentiu como se há muito tempo não tivesse respirado, inspirado.
Dissipou a neblina que lhe cobriu o mundo e deu um passo atrás. Dali, aliviado, olhou para a própria vida e esboçou um sorriso no canto da boca.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Letrada



E ela falou baixinho ao pé do ouvido, repetiu de repente, soletrou sem pressa e conjugou, deliciosamente bem. Então, com todas as letras, ele se apaixonou.


Joakim Antonio


Imagem: Listening Love by OzanVural