
O tiro ecôa ao longe,
No céu brilham metais,
No chão alvos fatais
E choros incontidos.
Não foi Deus,
Não fui eu,
Foram eles!
No chão leitos de sangue
Abrigam corpos calados,
Uns civis, outros soldados
E olhares sobreviventes
Oram a Deus,
Pedem por mim,
Temem por eles!
Seja eu a calar seu grito,
A cravar seu peito insano,
Fazer justiça ao desumano
E tomar de volta a paz
Que Deus quer,
Que Eu quis,
Que me fez um deles!
Cidades refletem nas chamas
A história de cada menina
Sepultada nas ruínas,
Num ritual antigo
Que não é de Deus,
Nem meu,
É dos Homens!
