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quarta-feira, 13 de junho de 2007

Justiça dos homens


O tiro ecôa ao longe,
No céu brilham metais,
No chão alvos fatais
E choros incontidos.
Não foi Deus,
Não fui eu,
Foram eles!

No chão leitos de sangue
Abrigam corpos calados,
Uns civis, outros soldados
E olhares sobreviventes
Oram a Deus,
Pedem por mim,
Temem por eles!

Seja eu a calar seu grito,
A cravar seu peito insano,
Fazer justiça ao desumano
E tomar de volta a paz
Que Deus quer,
Que Eu quis,
Que me fez um deles!

Cidades refletem nas chamas
A história de cada menina
Sepultada nas ruínas,
Num ritual antigo
Que não é de Deus,
Nem meu,
É dos Homens!


domingo, 13 de maio de 2007

Minha Doce Vampira


Teu gosto está impregnado em minha pele,

Gosto de sangue de dia seguinte,

Coagulado, seco e ruim,

Mas continua em mim.



Pois ontem perdeste-te,

Entregaste tua alma aos meus loucos desejos,

Por que na entrega são criaturas que vejo,

A me possuir, zombar de mim,

Sodomizar.



E desse modo grotesco, assim,

Me teve, fui tua, cravei em tua pele

Meus dentes, minha unha,corrosiva febre,

Das paixões lascivas que tanto procuro

E que a noite sempre me concebe.



Te tive e fomos coladas, uma só carne,

De criador virei criatura,

De gato, fui lebre

E num êxtase de meu macabro delírio,

Te fiz vampira e hoje é a mim que bebe,



Farta-te,

Deve...



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