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sábado, 27 de agosto de 2011

Benzedura



















benza-me com açúcar

benza-me com teu

carinho

o amadurecer do tempo

espiona a madrugada

acorda

acorda

douram as

mangas o

despertar

do

dia e

tudo

é

Poesia

!

                    
                       - Graça Carpes -


sexta-feira, 29 de julho de 2011

da ausência...

aqui a
palavra fora do tempo
tempo de 27 luas
na próxima lua do 27
voltarei
com a poética
prometo.
minhas desculpas e
carinho.

    • Graça Carpes

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Queda Para o Céu















disseram que
atrás
da porta
a qual estava
continha
um mundo outro

e
como buscava
um novo mundo
aventurou-se

contou
um
dois
e no terceiro riso
jogou-se.

e por não mais
estar
sob nem
sobre
supõe-se
que caiu
no
céu
!


                     - Graça Carpes -

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dioniso



olhou-me assim 


tanto


escorpianamente


Diónisos


e


nunca mais


o


esqueci


Io Io 

Bromios 




Io Io 

Dendrites 

!


         - Graça Carpes -

domingo, 27 de março de 2011

TEATRO













e desde
sempre
tudo
se faz
teatro

repetir a
sombra
acender fogueira

reverenciar deuses
homenagear
colheitas...

acentuar
democracia
!

Teatro
um
ato em
ação
!


                 - Graça Carpes -
                    um carinho...
             ao Dia Mundial do Teatro

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Cabeça e Corpo














a cabeça comanda

o

corpo

por isso

o rígido e

o

solto

que

livre dança

e

avança

o

outro um

morto

(

viva

!

)




- Graça Carpes -

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Dezembro











é tempo de dar-se

em alma e

oferenda pois

o outro é o teu

semelhante

abre as portas da

alma

destranca dela

as

janelas

finda o ano em tons

suaves de aquarela

inunda o coração em risos e

alegrias

para que o próximo tempo

traga-te

fartura e não amarguras

para que o olhar do outro

presenteie-te em carinhos

e que os

teus olhos sejam

um infinito espaço de

recepção e aconchego

que este dezembro

ilumine-se em

POESIA

a ti e aos

teus

!


- Graça Carpes -

sábado, 27 de novembro de 2010

lágrimas












triste


a


cidade


despe-se


bélica


ao


pôr do sol


(


nem Rio


nem


mar de


Janeiro


)




- Graça Carpes -





sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Reflexão Dela












concluiu

os

cabelos

com Wella

siliconou

as

ideias depois

cortou

os

pulsos toda

bela

!


- Graça Carpes -


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Le Vents









ainda não sei ler o

silêncio

mudas árvores

escutam os

ventos mas

os ventos

o que sabem sobre

o

verde

?

silêncio


- Graça Carpes -

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Do Ser





Há uma coisa que se chama “cidade”

que se mistura às minhas caminhadas

assim como a palavra

que pede sempre uma página

nova

(

novo

)

caminho

.

.

.


- Graça Carpes -

terça-feira, 27 de julho de 2010

Assalto









assaltaram

pela madrugada

a

felicidade

levaram fatias de

lua

a

entrega dos corpos

a

respiração

conjunta e

o

sol da

manhã

levaram

!


- Graça Carpes -



domingo, 27 de junho de 2010

Memória de Pai Vivo


Sinto o cheiro de meu pai adentrar a casa. Não fosse ele vivo, eu diria...
Olho o telefone, a madrugada: mudo.
Silêncio de estrelas e infância em céus distantes.
E esse aroma colônia-barba: imagem molhada de pai idoso me salta aos olhos, tal qual a chuva que lava os fios noturnos de minha c-idade.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Em casa


Tem flores sobre o balcão da pia, na cozinha.

E um ar circular atinge-me no rosto quando abro a porta.

Ouço violinos violando para a chuva e alguns sons humanos que tentam chegar-me entre o som do chocar das nuvens.

Palavras simulam dançar uma harmônica sinfonia.

A luz amarela de um lampião acentua o brilho cristal da chuva e traz às paredes o esverdeado quase mata...

Sinto-me... Em casa.





domingo, 28 de fevereiro de 2010

Cena Noturna

Começaram a brigar tarde da noite.

Acordei com o rasante voo da televisão a globalizar a queda janela abaixo.

Depois, tímido atirou-se por trás da cortina, a coleção de CDs da MPB – talvez uma tentativa de fuga. Vi Chico Buarque cantar “Rita” ao cruzar vertiginosamente por minha janela, seguido por Joplin rouca e louca.

Pensei na complementação dos opostos

Ouvia a voz de um gritar ao outro em acusações quase obscenas.

Cenas de um cotidiano...

- FAMILIAR – gritava o vizinho do décimo. E não sei se em referência ao cotidiano ou ao prédio.

Passava das dez quando os corpos tombaram.

Primeiro um e logo o outro, como se mão do primeiro carregasse o segundo.


Dois tuns!


Já passava das dez.

Silêncio...

Apenas os olhos de um gritavam aos olhos do outro...

Vermelhos obscenos.


- Graça Carpes -


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