Mostrando postagens com marcador #Poesias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #Poesias. Mostrar todas as postagens
domingo, 11 de fevereiro de 2018
Blue moon I
Equidistante
um ponto. Sou
onde tu estás
Apaixonante
um amor, vírgula
sem se explicar
Mirabolantes
meus pontos: dobram
pra te falar
Desconcertante
teu olhar! Exclamo
num ponto' ar
Joakim Antonio
Imagem: Lua, em Fortaleza, Ceará. by Cristina Macedo
Blue moon, foi um exercício poético, feito a partir de um pedido de fotos da Lua, no facebook, do local onde meus amigos estivessem. Para cada foto recebida fiz um texto, em poema ou prosa poética, no mesmo momento em que recebia a foto. No total, foram sete fotos recebidas.
sexta-feira, 13 de maio de 2016
a temer , o que?
a temer , o que?
a temer, o ovo da serpente:
a temer, a própria traição
a temer, o desprezo dos traídos
a temer, o desprezo dos que compram traidores
a temer, não a morte, que a terra é leve
a temer, não a terra, que é leve e fértil
a temer, a lama.
a temer, nada, senão o próprio medo.
nada a temer, senão o próprio medo.
a temer, o medo.
muito medo a temer.
_______________________
Publicado originalmente aqui.
a temer, o ovo da serpente:
a temer, a própria traição
a temer, o desprezo dos traídos
a temer, o desprezo dos que compram traidores
a temer, não a morte, que a terra é leve
a temer, não a terra, que é leve e fértil
a temer, a lama.
a temer, nada, senão o próprio medo.
nada a temer, senão o próprio medo.
a temer, o medo.
muito medo a temer.
_______________________
Publicado originalmente aqui.
domingo, 13 de março de 2016
Sob o céu, dois pés no chão
Escrever um poema sobre o céu
sem rimar "Lua" com "nua",
sem a melancolia do azul,
nem falar em paz eterna,
nem de paraíso,
nem de chuva, nem de granizo,
um poema sem duplo sentido,
sem nuvens branquinhas
(que parecem de algodão)
e sem falar na cor do chumbo
um poema sobre o céu,
sem peso e sem leveza,
sem horizonte
e sem sol escaldante,
um poema, aliás, e principalmente,
que não diga "firmamento".
Um poema sem propósito:
apenas o chão por baixo,
o céu por cima
e nós entre essas duas linhas
escrever um poema sobre o céu
só pra ler as estrelinhas.
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
vi algo assim
...e a vítima vira algoz.
mas o que era antes de ser vítima?
à morte, revida-se com mais morte.
vidas ceifadas de todos os lados
e celebra-se a violência como solução.
sábado, 13 de junho de 2015
Cria
Quando cria, apenas cria.
Hoje, dividido
entre a vida
e a dúvida,
em nada mais creio.
E tudo em que antes cria,
agora em cio, eu mesmo crio.
Hoje, dividido
entre a vida
e a dúvida,
em nada mais creio.
E tudo em que antes cria,
agora em cio, eu mesmo crio.
segunda-feira, 13 de abril de 2015
segunda-feira, 16 de março de 2015
São Thomé das Letras
A nave
do ET de Varginha estava com o GPS quebrado
O que
queriam mesmo
era
flanar por São Thomé
pousar
perto da Pirâmide, de madrugadinha, sem ninguém por perto
sentar
no telhado, a 1400 metros de altitude
discar o
DDI, Discagem Direta Intergaláctica
e falar
com a patroa:
“Meu
bem, aqui é lindo! Daqui vejo nossa estrela:
tô pertim de casa!”
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Chernobil
Rua Kirov em Chernobil
As
crianças de hoje não conhecem Chernobil
e o
desastre que lá ocorreu,
quando
os que puderam, saíram fugidos
a evitar
a nuvem invisível de morte e consequências
Ficaram
os apartamentos e casas vazios
com seus
móveis, livros, brinquedos
carros
na rua e nas garagens
parques
temporários que nunca mais saíram do lugar
O mundo
muda dia a dia desde sempre
E o que
era normal naquele dia
hoje é
novidade pras crianças
Muitos daqueles
ícones
Hoje jazem, esquecidos
em porões ou expostos em museus
Mas Chernobil
conserva
e sempre
conservará,
a face
mais verdadeira e realista -
como uma
fotografia eterna,
do dia 26
de abril de 1986
Fonte da foto: wikipédia
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Zen Blues No Blues
onde
não é um lugar é qualquer lugar que não aqui em qualquer momento que não agora |
where
is not a place it’s anywhere but here any time but now |
...e de que cor são teus blues? ...and what color are your blues?
.
| |
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Das janelas
imagem: jb00bs
A janela entre a normalidade
e a poesia
é o que nos define
e nos coloca
dentro ou fora da realidade.
Se a alma está aberta, assusta,
se os sentimentos dominam,
os olhos se fecham.
As janelas mostram o mundo
não o conduzem.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Soneto do meu amor pra sempre
Há um amor, um amor que me é tanto
Há um coração, uma vida a qual me atento
E dentro de mim, há de ser sempre contento
Uma eterna poesia, linda, a cura para o meu pranto
Eis que me é finda ternura, um contentamento
Uma delicadeza, sentimento fiel sob terno manto
Um amor que me deduz, sem segredo, com encanto
Perene existência, que ilumina, finda com o sofrimento
Em mim ele é livre, e na alma vive sereno
Meu amor é pra sempre, meu mais belo efeito
Com singeleza, (este amor) me aceita num lindo aceno
E finda; permanece; no meu coração é o eleito
A poética que, eterna, seduz o meu ser
Meu amor é o que me dá forças pra (sobre)viver
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Kaos
Escrevendo sem postar,
posts On-demand,
escritos Off-road;
palavras [presas]
em folhas
s o l t a s
não há mais
O D
r e M
Mas poesia,
também é caos.
Joakim Antonio
Imagem: Caos by Agnes Cecile
sábado, 25 de maio de 2013
Ruptura
Um pressentimento, uma solene tentação
Do som ecoando pelo coração
Notas de encanto guardadas na mão
Uma previsão, do rompimento da dor
Enclausurada no quadro sem cor
Evitando o despertar singelo do amor
Um desgaste que perpetua no ser
Emoções que se alimenta ao ver
Desejos ocultos no amanhecer
Uma sombra que busca esvair
No quebrante da alma a cair
Enlevo que no fim irás ressurgir
Querer é um simples início de amar
É ruptura, a chave para destrancar
Melodias de uma alma a sonhar
Amar é no fim tornar a romper
O lacre que evita a esperança crescer
Ruptura da dor, flores a envolver.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Conhecimento é vida. Ou não.
“Conhecimento é vida”
Diz a placa de publicidade
Da instituição de ensino.
“Saber muito é pecado”
Diz o corpo, estendido,
Há poucos metros dali.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Confesso
Queria poder te pintar um
sorriso
ver na tua face o brilho colorido
uma alma imersa num campo florido
e te ter, num risco do qual preciso
Sonharia fagulhas de luz pra te dar
e concederia uma paz sublime
para poder ver tua alma aconchegar
no colo da alegria, que anseias abraçar
Mas meu poder, é menos do que quero
E o querer, é mais do que posso
Saibas que é imenso o meu esmero
para provar o quanto te gosto
Mas não posso mais que falar
e à distância te entregar
certezas de um querer bem
ao teu coração, refém
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Sinal vermelho
Aí Tia, me estende a mão
Eu tô carente de poesia
Queria um beijo da mãe
Um afago do pai
Aquele carinho dos avós
Mas não os vejo mais
Primeiro sumiram da vista
Com o tempo, da lembrança
Sobrou apenas saudade
Do meu tempo de criança
Não se engane Tia
Pra vida, eu já cresci
Por falar nisso
Também queria muito
Como é que diz o Chaves?
Um sanduíche de presunto
Não ri não, é sério, Tia
Eu tenho essa dor esquisita
Nem sei porque dói
Se não tem nada na barriga
Aí Tia, abaixa o vidro
Conversa aqui comigo
Hoje eu não quero bala
Nem dada, nem perdida
Também cansei de bolacha
Na caixa, na cara
Hoje eu queria mais
Sabe porquê?
Um cara dum carro gritou
O problema daqui é você
Fiquei pensando, será Tia
Que eu estraguei o mundo?
Por isso minha mãe me deu
E o meu pai sumiu?
Por isso batiam em mim
Lá na casa que fugi?
Será que se desaparecer
O mundo melhora?
Será que se eu morrer
Viro anjo na hora?
Tive uma ideia Tia
Me ajuda a saber
Abre essa porta
E me leva contigo
Trata como um filho
Depois traz de volta
E vou olhar para cá
Pra ver se os amigos
Também viram problema
Do outro lado do vidro
E aí Tia, já vai?
Ah, tá verde, pra você
Joakim Antonio
Imagem: Don't stop me now por Adriana Cecchi
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Fagulhas
A água de uma poça evapora lentamente
Esvai-se a cada marcha abrupta que faz centelhas
Nenhuma outra pessoa as vê como vejo
Insprando a mente num galgar de ideias
Fazendo-me esquecer de lembrar você
Os gravetos na fogueira lentamente se queimam
Esvai-se a cada assopro de vento que faz centelhas
Nenhuma outra pessoa as vê como vejo
Inspirando - pequenas almas flutuando pelo ar
- as fagulhas
Como sonhos leves que galgam
e galgam até se apagarem
Lentamente...
Seu corpo cansado ao repouso da cama
Simplesmente
Enquanto ao observá-lo busco parâmetros
Um paradoxo para justificar minha alegria em te ver
Porque nenhuma outra pesoa o vê como vejo
Conspirando ao inspirar-me, pressupondo-se do seu riso
Falso riso
Das poucas vezes em que me abraçou e se oferta
Embora previsível, de tudo que oferece, vem isso:
Fagulhas que galgam...
Momentos...
Poema de Túlio Henrique Pereira publicado originalmente no livro O Observador do Mundo Finito - São Paulo, Scortecci Editora, 2008.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Profecia maia
Não se preocupem
21 de dezembro não verá o fim do mundo
ao menos o fim do mundo como se imagina
O fim do mundo não é um planeta explodido,
um tsunami gigante,
um meteoro a la Holliwood
O fim do mundo acontece um pouco a cada dia
a cada morte violentada,
a cada acidente
a cada prisioneiro de guerra
A cada indivíduo que sofre, morre um pouco de seu mundo
Mas não imagine apenas os famintos, miseráveis, doentes
Ricos e saudáveis também sofrem
pois sua carne e sangue não são diferentes dos demais
Deixemos o calendário maia em paz
o fim do mundo de cada um não está próximo
mas impregnado em cada ser humano
E é um tigre faminto a um segundo do bote.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Mundo hostil
Para uns, pressentimento
Para outros, pura sorte
Para os inimigos, lento
Para os antigos, a morte
Para ele, sobrevivência.
Joakim Antonio
Imagem: Hostile Environment by Rardstar
Assinar:
Postagens (Atom)









