Mostrando postagens com marcador #Prosas Poéticas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #Prosas Poéticas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Magia


Certas meninas, seu corpo e suas palavras. O descrever da imagem em sua retina e nas ideias liberadas. Seu verso, a prosa, o riso contido e a gargalhada. 


São mágicas. 


Joakim Antonio


Imagem: "Aquellos que creen en la magia están destinados a encotrarla"

sábado, 11 de setembro de 2021

Anjo!?



E eu, que devia estar dormindo, fico pensando no sexo dum anjo de mulher. Será sua benção dupla, já que o sexo de todas é divino. Terá gosto de fruta, aquela que não me sai da cabeça. Deixará seu cheiro, derretendo-se no meu corpo. Seus pés tocarão o chão, ou permanecerá nos braços. Suas asas serão envolventes, em qualquer posição. E por fim, será um sexo sacro ou profano. 


Já que nunca me esqueço, que a diaba também é um anjo. 


Joakim Antonio


Photo by KoolShoters

@koolshooters

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Eterna











Ontem eu deitei no sofá e enquanto via as olimpíadas. Pude ouvir minha mãe pela cozinha, preparando seu lanche noturno.

Quando a gente esquece de tudo a vida volta ao normal, por um instante.

E a gente não olha na direção, para ela continuar sendo.

Joakim Antonio


Photo by Teona Swift

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Sacro


O dia que verdadeiramente encontrarmos Deus, cessará o apontar de dedos. Não há divisão do sagrado. Tudo é divino. Nem saberemos mais, se estamos entrando ou saindo.


Joakim Antonio


Photo: Martin Lopez

segunda-feira, 11 de março de 2019

Mestres


Quando você é um aprendiz, o mestre está lá para lhe ensinar.

Quando você é experiente, o mestre está lá para lhe aperfeiçoar.

Quando você já sabe tudo, o mestre está lá para lhe mostrar, o que já não serve mais.

Joakim Antonio


(preste atenção, cada um é um mestre)


Photo: Monk talks by Marcel K.
"Marutsero" in Deviantart

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Alada

Ontem eu tive um sonho. Você voava pela primeira vez. E me xingava, sorrindo em meio às lágrimas. Com medo de cair, você se entregou em meus braços, mas sem o mínimo remorso, eu lhe soltei.

Joakim Antonio

(abrir as asas é um renascer)

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Blue Moon VII



"Não havia dúvidas, ela veio pra uma aviso. Não importava se o céu não era breu, nem o brilho das estrelas ficarem em segundo plano. Não importava nem se era no céu cinza da cidade de pedra. Ela vinha trazendo anil pra colorir tudo a sua volta."

E como você sabia que era pra uma aviso, Mãe?

Ela veio tão brilhante, que só víamos uma Estrela D'alva!

E o que mudou, mãezinha!

A alma da gente, filha. A alma da gente...

Joakim Antonio

Lua em São Paulo, por Judith Muniz


Blue moon, foi um exercício poético, feito a partir de um pedido de fotos da Lua, no facebook, do local onde meus amigos estivessem. Para cada foto recebida fiz um texto, em poema ou prosa poética, no mesmo momento em que recebia a foto. No total, foram sete fotos recebidas.

sábado, 11 de agosto de 2018

Blue Moon V



Em espera, para um encontro secreto. Mesmo que a luz a denuncie. Dizem que seu senhor tem auréola. Uns juram que é São Jorge, o guerreiro protetor de lança em riste. Outros dizem ser o próprio Dragão. Um encantado, abastando ela com seu fogo. Mas quem presta atenção no brilho dele, nela. Descobre a verdade fácil. E ela não cansa de brilhar, até o dia do encontro tão esperado. Eclipsado, para nós, mas puro ouro. para eles. Que vivem eternamente algemados, um no outro, por amor.

Joakim Antonio

Imagem: Lua, em Belo Horizonte, por Amar Yasmine Do Werther


Blue moon, foi um exercício poético, feito a partir de um pedido de fotos da Lua, no facebook, do local onde meus amigos estivessem. Para cada foto recebida fiz um texto, em poema ou prosa poética, no mesmo momento em que recebia a foto. No total, foram sete fotos recebidas.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Blue Moon IV



O poeta se pergunta.

Se fizesse uma corda de estrelas, ela o alçaria ao céu? E nesse céu, antes do local predestinado, poderia dançar nas nuvens? E das nuvens, sem que o Sol soubesse, poderia beijar a Lua?

O poeta se pergunta, mas não responde. Tem medo da lua sumir no horizonte, ao saber seus planos.

Joakim Antonio

Imagem: Lua, em São Paulo, por Teresa Lopes.



Blue moon, foi um exercício poético, feito a partir de um pedido de fotos da Lua, no facebook, do local onde meus amigos estivessem. Para cada foto recebida fiz um texto, em poema ou prosa poética, no mesmo momento em que recebia a foto. No total, foram sete fotos recebidas.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Blue moom III



Este luar é emprestado. Não ouso tomá-lo de um amigo. Pior seria se me atrevesse, roubar o olhar de um poeta. E além disso. Um lobo respeita o outro. Já a Lua, que pecado, sorri pro mundo. E os poetas em respeito, ou submissos, ajoelham-se e rezam, "orate pro nobis" lábios cheios e prateados, no momento, intumescidos. E ela, matreira, sorri como se não tivesse nada com isso. Mas eles sabem e continuam, deitando suas cabeças, no mundo Dela.

Joakim antonio

Imagem: Lua, em Americana, por Marcelo Moro.


Blue moon, foi um exercício poético, feito a partir de um pedido de fotos da Lua, no facebook, do local onde meus amigos estivessem. Para cada foto recebida fiz um texto, em poema ou prosa poética, no mesmo momento em que recebia a foto. No total, foram sete fotos recebidas.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Verde



Em passo tribais, sou natureza. A grande tartaruga e o mundo em arte, sobre suas costas. Busco me encontrar em cada ato. Rastreio minha cor no asfalto, mas ela falta. Entre árvores de cimento e janelas mágicas brilhantes das ocas de pedra - já para o natal, me desencanto. Passo de borboleta a lagarta e me arrasto, querendo algo mais. Minha tribo não me satisfaz, tem caciques demais e Xamãs de menos. Então, mudo do local, busco voz longe dos galhos de fios, mais perto da água, aumentando o azul do céu. Mas sinto que ainda não é minha cor. Já com o encanto do mar, ouso voar, aperfeiçoar minha visão, ver o outro lado do mar. Agora o clima é noir. As cores não são quentes como no meu lar. A casca usada é pesada e muita, até alguns olhares são frios. Mas por dentro me encontro, sentindo um vislumbre do que virá. Passo a aceitar novas cores, ensinos, amores e o que pintar. Sem perceber, o Tempo brinca e viaja comigo, retorno e me vejo em casa. Seu presente, grandes asas. Só assim vejo o todo. E noto. Uma menina passando e a cor dos seus olhos. Um papagaio que repete, Seja, infinitamente. A folha rasgada de um livro antigo, com o Santa Claus original. O mar, em um tom além do azul. O cabelo de outra menina, num tom incomum. E penso em árvores, pássaros, frutas e maturação. Encontrando rotas, onde só veem paredes. E meu coração bate forte. Ao encontrar a palavra certa, para sua cor.

Verde!

Joaquim Antonio


Imagem: Jeannette Priolli - série " VERDES " 2017
1.50 m. x 1.50 m. x 0.10 m. acríclica s/ tela

sábado, 11 de novembro de 2017

Insistentes

Num mundo cego, poetas insistem em enxergar. E com suas bocas miúdas, gritam "cuidado", para todos. Mas como convencer quem não vê a xícara transbordar.

Num mundo duro, poetas dão socos em ponta de faca. E com suas mãos imperfeitas, sangram como escudo, para todos. Mas como convencer quem não vê o sangue jorrar.

Num mundo doente, poetas fazem chá. E com suas ideias líquidas, tentam fazer diferença, para todos. Mas como convencer quem não vê possibilidade de se curar.

Num mundo normal, poetas são loucos. E com suas mentes poluídas, declamam versos, para todos. Mas como convencer quem não ouve além do que consegue gritar.

Num mundo caótico, poetas são Dom Quixotes. E com suas lanças entintadas, escrevem tudo, para todos. Mas como convencer quem lê e não enxerga nada lá.

Joakim Antonio

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Benção


Às vezes a gente faz planos e coloca no papel. Eu tenho um jeito esquisito de fazer, eu falo pro céu. Não aquele céu bonitinho das historinhas da igreja. Eu falo pro ar, eu canto pra terra. Eu sopro as palavras pra irem pros ouvidos certos. Pode ser até esquizofrenia, mas eu falo com a poesia, minha madrinha escondida, minha deusa, minha criadora vinda do infinito. E tudo que eu pedi nunca me foi negado e eu nem sabia que era ela. Mas às vezes parece um teste, daqueles que você se pergunta que lição você não aprendeu. Qual matéria repetiu e o porquê. Não posso reclamar de falta e faz pouco tempo que aprendi, com ela mesma, que eu devia aprender a pedir. Essa semana eu pedi, como ela me ensinou, pronunciando aos quatro cantos do mundo, pedindo pra buscar. Veio como poema, apareceu como amigos, sorrisos, pessoas bonitas por dentro, trouxe algo além do que eu previ. Então nesse momento, só tenho outro pedir. 

Poesia, sua benção! 

Joakim Antonio 

(poeta nas hora vagas, amor nas horas cheias)


Imagem: Feel the rain on your skin by Incredi

domingo, 11 de setembro de 2016

Todo mundo cabe

Todo mundo cabe dentro de um poema. Irá sorrir, chorar, ou enraivecer-se. Dependendo do que ele viu, sobre si mesmo. Por isso é interessante postarmos coisas antigas, quem já o leu terá novos olhos e sempre haverá quem não o leu, ambos, nos mostrando o que há no seu coração.
Não existe poema sem arma_dura, mas só fere-se quem dá soco, quem suavemente o ama, apaixona-se.

Assim é!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Tocando



Às vezes, ao tocar outro, sente-se o barro. Dispensamos a mão e tocamos o pulso, como se tocássemos o coração. Sentimos a fogueira da alma e então, ouvimos a canção do outro. A ode que o Oleiro recitou ao nos dar forma, colocando um abismo em cada um, preenchido por um salto com amor. E de repente, no caos da própria voz, cantando desejos, você lembra de um olhar e sorri, ao perceber que o momento acontecera antes mesmo do que pensou.

E em algum lugar, olhando os dois, o Oleiro sorri também.


Joakim Antonio




Imagem: Final-Touch by ZaGHaMi

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Quem?


quem vai nos proteger de nossos anjos protetores

quando quisermos viver

e eles vierem nos poupar as dores?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Para sempre



Ninguém fica indiferente ao encontro com um poeta, salvo que ele não o seja em essência, mas apenas em palavra, carregando apenas um título herdado, roubado, comprado, etc., pois o poeta deve ter sido iniciado pela poesia. Então ela o protege, afaga, nutre e se desnuda, fazem sexo selvagem, unindo-se em espírito, alterando sua rota, abrindo caminhos invisíveis, culminando num casamento alquímico, um renascimento, ao qual, daquele momento em diante, passa a ter um novo nome. Após esse dia, mesmo que, por um lapso, queira, não há mais fuga, não há esconderijo, não há morte e sim, apenas vãs tentativas de consumar uma quase loucura, ao arremessar para longe o bumerangue que é seu novo nome, a partir desse dia, poeta é para sempre. 


Joakim Antonio


Imagem: Vodka by Sekerusta

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Da chuva

Lá fora, a água cai indiferente ao tédio que causa. Gosto de ver, pela janela, como a chuva deixa a paisagem turva. E de adivinhar o caminho das gotas que deslizam pelo vidro.


Quando mais jovem, costumava correr nos dias chuvosos. Então, eu aprendi a ter medo de resfriado.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Viagem

imagem: bwiti  

Há um ano não te vejo. Tanta coisa, tanto tempo... Certo, nos falamos todos os dias por telefone, as vezes trocamos e-mail, mas faz um ano que não trocamos olhares... Pelo seu tom de voz sei que voltou a fumar, e pelas respostas evasivas percebo que deixou a barba crescer - estando tão longe acredita não me desagradar - mas nem mesmo essas conversas podem nos aproximar como antes. A sua partida eu não pude evitar, e você pediu para nunca te esquecer, ou abandonar. Eu prometi, e promessa para mim é coisa séria. Em mais um e-mail você me pergunta como vai a vida... eu respondo sem novidades, e não minto. Estou no mesmo lugar, com as mesmas pessoas e as mesmas dores, enquanto você conhece, compartilha, sonha... Quantas novidades você me conta, e quantas deixa de revelar para não me magoar, como aquela pessoa que roubou sua atenção. Lugares, situações, amizades, lembranças, e você agora fala francês, uma língua que queríamos aprender juntos... mas tudo bem, a vida nos conduz por caminhos inesperados, não é mesmo? "... plus loin que la nuit et le jour...", é assim que estamos agora, apesar da amizade, e das músicas que nos mantêm unidos, há muita distância entre nós. Na nossa despedida, o último abraço, e eu implorei para que você não fosse, você apenas sorriu. "Se cuida" foi seu último conselho para mim, e já não havia mais o que fazer. Te escrevi loucamente milhares de textos apaixonados, me declarando, deixando exposto meu sentimento mais precioso, mas isso não importa, pois ninguém nunca poderá ler aquelas palavras. Eu nunca te disse o que eu realmente sentia, todos esses anos, tentei sempre sorrir e estar ao seu lado, pois, como você gosta de dizer, uma amiga assim não é sempre que a gente encontra. A única coisa que eu consegui fazer para expressar um bocadinho do meu querer, foi cantar, quando você me contou que iria embora, um trecho de uma de nossas canções preferidas, e é com ela que eu me deito todas as noites, sabendo que você está acordando, do outro lado do mundo: "...será que você vai saber o quanto eu penso em você com o meu coração?..." Será?

visitem meu blog literário: Coisas que eu sei que eu sei  

sábado, 12 de janeiro de 2013

Culpa

Quando Ele apareceu, perguntando quem é que havia comido do fruto proibido, todos ficaram desesperados. Adão, que não havia sequer se aproximado da árvore, não pensou duas vezes, apontou o dedo acusador para Eva e disse que havia sido ela.

Os pássaros até hoje assobiam, fazendo-se de desentendidos.








texto do livro Colcha de Retalhos