Brasil:
domingo, 13 de agosto de 2017
evolução
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
O OUTRO LADO DA VIA COM BEATRIZ DE LAS HERAS HERRERO
Beatriz de Las Heras - ¿Por qué empleas el cuento como marco de construcción de alguna de las historias que escribes?
Beatriz de Las Heras - ¿Qué influencia tiene en tu cuento la figura y obra de la poetisa ORIDES FONTELA?
Beatriz de Las Heras - Cómo definiría el autor O Outro Lado da Via
Beatriz de Las Heras - ¿Qué es la vida para Túlio, el escritor?
Beatriz de Las Heras - ¿Que relación hay entre el teatro y la manera de escribir?
Beatriz de Las Heras - ¿Te consideras una persona tímida? Tú mirada sobre las cosas que escribes parece ser la de una persona que mira con atención lo que le rodea sin intervenir demasiado, como en segunda línea. Observando con detenimiento cada detalle.
Beatriz de Las Heras - Hay algo de sensitivo en tu cuento, de obsesión por marcar las sensaciones (ya sean táctiles, olfativas, visuales, …) con palabras, como si el lector pudiera sentir lo que sienten tus personajes. ¿Qué hay de cierto en esto?
Beatriz de Las Heras - ¿Qué hay de Túlio en el cuento “O Outro Lado da Via”?
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
anotações para um dicionário improvável (5) *
- Estado de lucidez extrema, em que um indivíduo passa a ser um risco para a sua própria convivência social;
- Em termos relativos, tudo aquilo com que um indivíduo auto-denominado como "normal" considera inaceitável no convívio social; paradoxalmente, inclui uma série de atitudes, valores e fatos de foro íntimo (mas sempre alheios);
- Justificativa de caráter político-moralista, coberta com um véu de preocupação com a saúde, para se afastarem indivíduos perfeitamente lúcidos do convívio social;
- Estado em que se postula que um indivíduo se torna um perigo a si mesmo.
obs. alguns loucos se dão bem na política, mas estes são verdadeiramente doentes e perigosos.
louco (adj. m.) fem.: louca:
- ato relacionado à loucura ou atribuído a esta em suas cauas ou consequências;
- interessante, curioso, lúcido iluminador de idéias, causador de insights.
louco manso melancólico é aquele que desistiu de tentar mostrar às outras pessoas a loucura do mundo, e se fecha em sua lucidez, como em um calabouço escuro e triste. Apresentam olhos baços de tristeza e até seu sorriso é triste. É pouco perigoso e o é muito mais para si mesmo do que para a sociedade, podendo até mesmo ser adotado sem perigo por famílias caridosas, para companhia ou pequenos serviços, sem grande perigo. Suas idéias raramente contagiam.
louco manso cínico (ou irônico), é aquele que, após desistir de tentar mostrar a luz aos não-lúcidos, decide usar a luz para o seu próprio bem ou para o bem da humanidade. Olha para o mundo com misericórdia e comiseração, compungido verdadeiramente pela patética condição dos que não vêem o óbvio. Tem a capacidade de, em muitas situações, esconder o próprio sofrimento e solidão com uma capa de humor e socialidade. Sua loucura pode ser contagiosa e pode tornar-se um grande perigo para a sociedade e para si mesmo. Frequentemente são tornados mártires, canonizados ou divinificados, dando então origem a seitas, agremiações e outros movimentos políticos, religiosos, etc. cujos patronos, em vida, seguramente combateriam com fervor. Este paradoxo é a ironia final da loucura cínica.
Seguidores de seitas assim formadas podem obter destaque como sacerdotes, profetas, ou na política (ver obs. em louco, s.m.).
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Três passos para uma guerra
I - O NEONIILISMO
Tempos de pensamento único. Entretanto disfarçado, maquiado, siliconado, sedutor. Ele se apresenta: “Nunca houve tamanho fluxo livre de idéias e saberes.” Mas então qual o motivo de tantos concordarem? “Porque é o sensato a se fazer” - responde. Mas isso é somente o cinismo da mentalidade hegemônica, que aprendeu a tudo absorver e anular. Então, ele adverte: “Não há mais espaço para revolução. Os que conseguirem se manter menos contaminados pelas idéias dominantes se tornarão outsiders, figuras periféricas vistas como párias, loucos, incompetentes, improdutivos, inadequados, irrelevantes.”
Por isso, a sensação de impotência frente a um mundo que parece permanecer impassível aos protestos, às críticas, ao inconformismo. Assim, as revoltas vão sendo abortadas antes de tomarem forma. O desânimo atinge o peito e as potencialidades de idéias livres são sufocadas. As melhores mentes e os espíritos mais sensíveis de nosso tempo são empurrados para um neoniilismo, e este é um terreno instável e perigoso; berço da violência dirigida ao próximo e a si mesmo.
II – AS MÁSCARAS PARTIDAS
Só que até a sensação de impotência nada mais é do que produto dessa indústria que nos traga. A história mostra que, um a um, cada paradigma inquestionável foi violado e humilhado quando o tempo certo chegou. Nada do que criamos é eterno. Tudo é mutável e frágil, por trás das impressionantes máscaras. Fortes não eram os impérios teocráticos, as propriedades feudais, a razão eurocêntrica ou a “superioridade” ariana. Forte é o homem que criou cada uma dessas terríveis fantasias, pois só ele tem o poder de destruí-las.
III – O CAMPO DE BATALHA
Se a ditadura do mercado, se a indústria onívora, são criações humanas, então não somos nós que temos que nos ajoelhar. O discurso onipresente, que a todo custo busca nos aliciar ou esmagar, sempre apresentará a realidade como forte e estruturada demais pra ser combatida. Mas isso é mentira. A mentira que sustenta a dominação de tão poucos sobre tantos. Que ao nos calar nos torna cúmplices. Que turva a visão, nos fazendo apontar dedos acusatórios para as vítimas. Mentira que nos torna assassinos. Culposo ou doloso, não importa, é crime de morte. Temos mais poder em nossas mãos do que querem que acreditemos. Cada recusa tem seu valor, cada ato tem sua conseqüência. Pequenas rupturas podem provocar impensáveis deslocamentos. Um dia uma negra se recusou a ceder seu lugar em um ônibus. Um dia um jovem judeu alemão transformou filosofia