Naquela garota
Naquele caminho
Dona moça
Na palavra boca
há linda cigana
Dona moça
No corpo de todas
há trevo de letras
Dona moça
Do tom das suas forças
ao som dos seus lábios
Dona moça
Joakim Antonio
Photo by Rodolfo Clix
Instagram @rodolfo.clix
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terça-feira, 11 de junho de 2019
sábado, 11 de maio de 2019
Ascendo
Acendo um incenso
relembro ancestrais
ascendo caminhos
repletos de paz
Acendo um incenso
aos novos amigos
ascendo esferas
há pouco invisíveis
Acendo um incenso
e sopro a fumaça
ascendo a alma
além da casa
Acendo um incenso
ao meu ofício
ascendo ao verbo
então poetizo
Joakim Antonio
Imagem: Incenso by JoaKim
Instagram@poetajoakimantonio
relembro ancestrais
ascendo caminhos
repletos de paz
Acendo um incenso
aos novos amigos
ascendo esferas
há pouco invisíveis
Acendo um incenso
e sopro a fumaça
ascendo a alma
além da casa
Acendo um incenso
ao meu ofício
ascendo ao verbo
então poetizo
Joakim Antonio
Imagem: Incenso by JoaKim
Instagram@poetajoakimantonio
quinta-feira, 11 de abril de 2019
Sacro
O dia que verdadeiramente encontrarmos Deus, cessará o apontar de dedos. Não há divisão do sagrado. Tudo é divino. Nem saberemos mais, se estamos entrando ou saindo.
Joakim Antonio
Photo: Martin Lopez
segunda-feira, 11 de março de 2019
Mestres
Quando você é um aprendiz, o mestre está lá para lhe ensinar.
Quando você é experiente, o mestre está lá para lhe aperfeiçoar.
Quando você já sabe tudo, o mestre está lá para lhe mostrar, o que já não serve mais.
Joakim Antonio
(preste atenção, cada um é um mestre)
Photo: Monk talks by Marcel K.
"Marutsero" in Deviantart
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Alada
Ontem eu tive um sonho. Você voava pela primeira vez. E me xingava, sorrindo em meio às lágrimas. Com medo de cair, você se entregou em meus braços, mas sem o mínimo remorso, eu lhe soltei.
Joakim Antonio
domingo, 11 de novembro de 2018
Criando
Tempo
senhor dos momentos
tem por mote certo
memórias
senhor dos momentos
tem por mote certo
memórias
Brinca
sem pensar nada
no mar aberto
dele
sem pensar nada
no mar aberto
dele
No mais
menos lhe importa
quais as estações
suas
menos lhe importa
quais as estações
suas
Tempo
senhor das memórias
tem por vocação
criá-las
senhor das memórias
tem por vocação
criá-las
Joakim Antonio
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
Blue Moon VII
"Não havia dúvidas, ela veio pra uma aviso. Não importava se o céu não era breu, nem o brilho das estrelas ficarem em segundo plano. Não importava nem se era no céu cinza da cidade de pedra. Ela vinha trazendo anil pra colorir tudo a sua volta."
E como você sabia que era pra uma aviso, Mãe?
Ela veio tão brilhante, que só víamos uma Estrela D'alva!
E o que mudou, mãezinha!
A alma da gente, filha. A alma da gente...
Joakim Antonio
Lua em São Paulo, por Judith Muniz
Blue moon, foi um exercício poético, feito a partir de um pedido de fotos da Lua, no facebook, do local onde meus amigos estivessem. Para cada foto recebida fiz um texto, em poema ou prosa poética, no mesmo momento em que recebia a foto. No total, foram sete fotos recebidas.
terça-feira, 11 de setembro de 2018
Blue Moon VI
Que terra nada
quero lua bela
e namorados
Que descansar
quero ele aqui
e nada mais
Que perfeição
quero concreto
só sonho não
Que maravilha
saber que o sol
estará aqui
Joakim Antonio
Imagem: Lua aguardado o Sol. Por, Cecilia Maria De Luca, aguardando Spinello Bruno. Que sempre vem!
Blue moon, foi um exercício poético, feito a partir de um pedido de fotos da Lua, no facebook, do local onde meus amigos estivessem. Para cada foto recebida fiz um texto, em poema ou prosa poética, no mesmo momento em que recebia a foto. No total, foram sete fotos recebidas.
sábado, 11 de agosto de 2018
Blue Moon V
Em espera, para um encontro secreto. Mesmo que a luz a denuncie. Dizem que seu senhor tem auréola. Uns juram que é São Jorge, o guerreiro protetor de lança em riste. Outros dizem ser o próprio Dragão. Um encantado, abastando ela com seu fogo. Mas quem presta atenção no brilho dele, nela. Descobre a verdade fácil. E ela não cansa de brilhar, até o dia do encontro tão esperado. Eclipsado, para nós, mas puro ouro. para eles. Que vivem eternamente algemados, um no outro, por amor.
Joakim Antonio
Imagem: Lua, em Belo Horizonte, por Amar Yasmine Do Werther
Blue moon, foi um exercício poético, feito a partir de um pedido de fotos da Lua, no facebook, do local onde meus amigos estivessem. Para cada foto recebida fiz um texto, em poema ou prosa poética, no mesmo momento em que recebia a foto. No total, foram sete fotos recebidas.
quarta-feira, 11 de julho de 2018
Blue Moon IV
O poeta se pergunta.
Se fizesse uma corda de estrelas, ela o alçaria ao céu? E nesse céu, antes do local predestinado, poderia dançar nas nuvens? E das nuvens, sem que o Sol soubesse, poderia beijar a Lua?
O poeta se pergunta, mas não responde. Tem medo da lua sumir no horizonte, ao saber seus planos.
Joakim Antonio
Imagem: Lua, em São Paulo, por Teresa Lopes.
Blue moon, foi um exercício poético, feito a partir de um pedido de fotos da Lua, no facebook, do local onde meus amigos estivessem. Para cada foto recebida fiz um texto, em poema ou prosa poética, no mesmo momento em que recebia a foto. No total, foram sete fotos recebidas.
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Blue moom III
Este luar é emprestado. Não ouso tomá-lo de um amigo. Pior seria se me atrevesse, roubar o olhar de um poeta. E além disso. Um lobo respeita o outro. Já a Lua, que pecado, sorri pro mundo. E os poetas em respeito, ou submissos, ajoelham-se e rezam, "orate pro nobis" lábios cheios e prateados, no momento, intumescidos. E ela, matreira, sorri como se não tivesse nada com isso. Mas eles sabem e continuam, deitando suas cabeças, no mundo Dela.
Joakim antonio
Imagem: Lua, em Americana, por Marcelo Moro.
Blue moon, foi um exercício poético, feito a partir de um pedido de fotos da Lua, no facebook, do local onde meus amigos estivessem. Para cada foto recebida fiz um texto, em poema ou prosa poética, no mesmo momento em que recebia a foto. No total, foram sete fotos recebidas.
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Blue Moon II
Avista Clara
sem saber nome
Então nomeia
por pura fé
Há luz divina
sem sobrenome
Mas sabe a santa
sem ser Tomé
Lembra de Assis
fazendo soma
Agora sabe
a Lua quem é
Joakim Antonio
Imagem: Lua, por Cecilia Maria De Luca
Blue moon, foi um exercício poético, feito a partir de um pedido de fotos da Lua, no facebook, do local onde meus amigos estivessem. Para cada foto recebida fiz um texto, em poema ou prosa poética, no mesmo momento em que recebia a foto. No total, foram sete fotos recebidas.
quarta-feira, 11 de abril de 2018
Café antigo
O café tem um dom antigo de despertar o olhos pro amigo, tem o poder de adoçar as manhãs com o sorriso do encontro e possui um aroma, que rivaliza com o perfume do corpo, de frescor após o banho.
O café tem um dom antigo de reunir pessoas, antigamente em volta da fogueira, aquecido com uma pedra quente jogada na chaleira e coado num pano de algodão. E hoje em dia, apesar de expresso, dá um stop na correria, pois um bom café pede toda nossa atenção.
O café tem um dom antigo de despertar palavras, em todas as línguas, unindo-as por um momento, que mesmo que pareça tímido, será relembrando como grande ocasião.
Joakim Antonio
Imagem: Cup o' joe revamped
by Codeboy
domingo, 11 de março de 2018
Vestido de Papel - Brincadeira Alada - ZenOrigami MK
"Olhava as crianças brincando
com os pássaros na calçada
e não conseguia distinguir
de quem eram as asas"
"Brincadeira Alada" papel garimpado de caixas e baús, dobras de Marcia Krone "ZenOrigami MK"
origami: ZenOrigami MK
domingo, 11 de fevereiro de 2018
Blue moon I
Equidistante
um ponto. Sou
onde tu estás
Apaixonante
um amor, vírgula
sem se explicar
Mirabolantes
meus pontos: dobram
pra te falar
Desconcertante
teu olhar! Exclamo
num ponto' ar
Joakim Antonio
Imagem: Lua, em Fortaleza, Ceará. by Cristina Macedo
Blue moon, foi um exercício poético, feito a partir de um pedido de fotos da Lua, no facebook, do local onde meus amigos estivessem. Para cada foto recebida fiz um texto, em poema ou prosa poética, no mesmo momento em que recebia a foto. No total, foram sete fotos recebidas.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Verde
Em passo tribais, sou natureza. A grande tartaruga e o mundo em arte, sobre suas costas. Busco me encontrar em cada ato. Rastreio minha cor no asfalto, mas ela falta. Entre árvores de cimento e janelas mágicas brilhantes das ocas de pedra - já para o natal, me desencanto. Passo de borboleta a lagarta e me arrasto, querendo algo mais. Minha tribo não me satisfaz, tem caciques demais e Xamãs de menos. Então, mudo do local, busco voz longe dos galhos de fios, mais perto da água, aumentando o azul do céu. Mas sinto que ainda não é minha cor. Já com o encanto do mar, ouso voar, aperfeiçoar minha visão, ver o outro lado do mar. Agora o clima é noir. As cores não são quentes como no meu lar. A casca usada é pesada e muita, até alguns olhares são frios. Mas por dentro me encontro, sentindo um vislumbre do que virá. Passo a aceitar novas cores, ensinos, amores e o que pintar. Sem perceber, o Tempo brinca e viaja comigo, retorno e me vejo em casa. Seu presente, grandes asas. Só assim vejo o todo. E noto. Uma menina passando e a cor dos seus olhos. Um papagaio que repete, Seja, infinitamente. A folha rasgada de um livro antigo, com o Santa Claus original. O mar, em um tom além do azul. O cabelo de outra menina, num tom incomum. E penso em árvores, pássaros, frutas e maturação. Encontrando rotas, onde só veem paredes. E meu coração bate forte. Ao encontrar a palavra certa, para sua cor.
Verde!
Joaquim Antonio
Imagem: Jeannette Priolli - série " VERDES " 2017
1.50 m. x 1.50 m. x 0.10 m. acríclica s/ tela
sábado, 11 de novembro de 2017
Insistentes
Num mundo cego, poetas insistem em enxergar. E com suas bocas miúdas, gritam "cuidado", para todos. Mas como convencer quem não vê a xícara transbordar.
Num mundo duro, poetas dão socos em ponta de faca. E com suas mãos imperfeitas, sangram como escudo, para todos. Mas como convencer quem não vê o sangue jorrar.
Num mundo doente, poetas fazem chá. E com suas ideias líquidas, tentam fazer diferença, para todos. Mas como convencer quem não vê possibilidade de se curar.
Num mundo normal, poetas são loucos. E com suas mentes poluídas, declamam versos, para todos. Mas como convencer quem não ouve além do que consegue gritar.
Num mundo caótico, poetas são Dom Quixotes. E com suas lanças entintadas, escrevem tudo, para todos. Mas como convencer quem lê e não enxerga nada lá.
Joakim Antonio
Num mundo duro, poetas dão socos em ponta de faca. E com suas mãos imperfeitas, sangram como escudo, para todos. Mas como convencer quem não vê o sangue jorrar.
Num mundo doente, poetas fazem chá. E com suas ideias líquidas, tentam fazer diferença, para todos. Mas como convencer quem não vê possibilidade de se curar.
Num mundo normal, poetas são loucos. E com suas mentes poluídas, declamam versos, para todos. Mas como convencer quem não ouve além do que consegue gritar.
Num mundo caótico, poetas são Dom Quixotes. E com suas lanças entintadas, escrevem tudo, para todos. Mas como convencer quem lê e não enxerga nada lá.
Joakim Antonio
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
Apontados
Cortaram-lhes
os pulsos
de modo errado
Cortaram-lhes
na carne
até a alma
Cortaram-lhes
a visão
dos intentos
Cortaram-lhes
na frente
dos dois lados
Eunucos do espírito
restou apontar
sem parar
Joakim Antonio
Photo by Sinan Arslan
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Transpassando
Poesia
Transpassa qualquer compartimento e por não ter, em sua essência, nada que lhe tolha a forma. Se achega, se amolda, transforma.
Joakim Antonio
Imagem: Azzurro by ValentinaWhite
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Sempre
Sempre exposto
até o osso
da canela
sendo batida
onde não pensam nela
Sempre torto
até o raso
do bolso
sendo furado
onde não pensam nele
Sempre bobo
até o fundo
da alma
sendo sugada
onde não pensam nela
Sempre poeta
até no fim
do abismo
sendo pássaro
onde não pensam nisso
Joakim Antonio
Photo by Sergei Sarakhanov
Russia - rolleiflex 3.5t
ilford fp4 125
até o osso
da canela
sendo batida
onde não pensam nela
Sempre torto
até o raso
do bolso
sendo furado
onde não pensam nele
Sempre bobo
até o fundo
da alma
sendo sugada
onde não pensam nela
Sempre poeta
até no fim
do abismo
sendo pássaro
onde não pensam nisso
Joakim Antonio
Photo by Sergei Sarakhanov
Russia - rolleiflex 3.5t
ilford fp4 125
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