sábado, 18 de agosto de 2012

olho d'água



Numa mina em Minas 
me renovo,
num pedaço de solidão
para pensar naturalmente
na  água que corre 
e onde os pássaros cantam
nas irregulares fendas da pedra
me debruçar e observar o galho seco preso pela corrente
ver desenvolver o rio mais à frente
se estender ao sol de maio
sustentar saudades
e soerguer sortilégios de boa estação
o que é perene a água leva
dos meus fios
seguem sendas 
que deságuam constantes
num grande oceano.

Um comentário:

Edu Café disse...

Belo poema.