sábado, 7 de novembro de 2009

Navegante


navego em falso objeto
de desejo e de prazeres
sob luas que minguam
e escapam entre dedos

navego em falso segredo
de pele que arde e treme
em loucuras de seios leves
em breve resvalar nos lábios

navego em falso devaneio
de mãos que tocam coxas
buscando a mais intensa
delícia que a vida rege

navego em falso sonho
de corpos que se enlaçam
num laço de gozo e asco
ao timbre d’amor sedento

3 comentários:

Smiley Castelo Branco disse...

Simplesmente lindo! Um amor doído ou doido amor, mas lindamente expelido pelas suas mégicas palavras, um primor! Smiley.

FláPerez (BláBlá) disse...

puxa, gostei, muito bonito!

Larissa Marques disse...

Flávio,
que lindo isso!