terça-feira, 2 de junho de 2009

Poesia

Vesti minha pressa
E olhei a vida correndo pela janela
Emoldurada de pernas e olhos
Se afastando pela esquina
Enquanto formava em minha boca
Uma palavra morta

Despi-me de nexo
E alcancei a porta que se abria
Amodorrada de cansaço e ferrolhos
Me aprisionando como imã
Enquanto lembrava em tua face
Um poema em prosa

Na esquina de minh´alma
Agarrei o porvir com unhas e dentes
Com gana de louco
Os olhos nas órbitas
A eclodir

E assim
Vestido de raio
Nu de mim

Me perdi

2 comentários:

samuca santos disse...

bommmmm!

poeta matemático disse...

E assim, vestido de raio. Nu de mim

Bonito, envolvente...

Muito bom