
Grãos na cintura passam cálidos
Ah, hora, é fissura no furo da proa
Idolatra Argos e hinos vãos, entoa
Crê, mesmo tendo olhos inválidos
Nunca lambeste o tempo em estado,
Ah, areia, é volátil, pelo centro escoa
Impunemente, a pária lasciva ecoa,
Como milhões de pingos sem reinado,
À primeira vista se apresenta formosa,
Naquela luta do não esvair-se pela greta,
Ao fazer-se livre, alforriada, jaz saudosa
Cada minuto manco traz uma muleta,
A jura presa em promessa duvidosa
Que fere, mata nessa imutável roleta.
4 comentários:
Maravilhoso poema!
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Lindo poema... gostei mesmo!
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Com um beijo
Bom fim de semana
O poetar de Márcia é isso, um turbilhão de maravilhas perfeitas!
Márcia?
acho que comentou no lugar errado.
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