quarta-feira, 9 de abril de 2008

todas as vozes cantam*












PRESENTE DO SUBJETIVO


Tenho tendência pra variedades.
Me visto em quase-outros em função dos entornos.
Absorvo transfomações por contextos.
Possuo um eu pra cada um.
Em verdade, minhas verdades se multiplicam para ajustes.
Na minha mais pura verdade.
Eu jogo de futuros com quem converso.
Minhas mentiras também são puras.
Por isso é que entendo os desentendimentos comigo que tenho.
Pelo mesmo motivo que não entendo os entendimentos que prenho.
Sou meio esponja meio pilha alcalina.
E sigo por outros meios.
O ar que expiro também tem oxigênio.
Toda atmosfera é um pouco promíscua.
E eu: átomo e fera e outros e.
Mas, por ora, só palavras mesmo.
E a esmo.
Mas só por agora.


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* Poema presente no meu livro todas as vozes cantam
a ser lançado na semana que vem. Mais detalhes aqui.

Um comentário:

Mão Branca disse...

hei, cara, parabéns.