quarta-feira, 29 de outubro de 2008

densidade




toda a manhã procurei
esconder dos teus olhos
esse peso na alma,
essa inquietude,
essa fome.

é pouca coisa ou, quase nada
um vago temor,
um medo que me espalma
sem pressa
apesar da calma
disfarço,
deslizo.


me escondo,
dentro da folha branca
procurando
sílabas,
palavras,
salvação
nesse poema que me entala

te engano,
te beijo
e sigo

esforço tenso
em tentar ser
densamente leve,
levemente densa



3 comentários:

L. Rafael Nolli disse...

Muito bacana o poema - e a imagem muito bem escolhida!

Larissa Marques disse...

como sempre, impecável! e o tratamento com a imagem está lindo!

Iriene Borges disse...

Ótima apresentção Rosa. Vc sabe enriquecer ainda mais sua poesia!