quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Minha Terra!


À Majestosa cidade de minha Infância
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Minha terra é feita de silêncio e pedras.
Escondida entre as montanhas
do Leste de Minas,
paisagem feita de florestas de Eucalipto
e lembranças de um teleférico
estampado na Bandeira...
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Minha terra é assim
pequenina... Num Vale onde corre
o Rio Piracicaba
Acompanhado pela Estrada de Ferro
Vitória a Minas.
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Minha terra é feita de silêncio e pedras,
“pedras no meio do caminho destas retinas fatigadas”,
Pedras que são silêncio e saudade...
E, o cheiro que aqui tanto me comove
é do vento que toca destas bandas.
A música que me embala
é das serestas que lá ouvi.
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Tudo que tenho e faço
é herança do tempo que lá vivi.
Tempo de laranjeiras,
tempo de sentar na praça
a trocar um dedo de prosa
com os amigos.
Tempo de flertar,
atracar-se encostado aos muros,
lambendo as estrelas do Céu da boca.
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Hoje, minha terra é uma quimera,
silenciosa como pedra
e a saudade se revela em imagens
nunca esquecidas!
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Araxá – 30 de janeiro de 2007
Flávio Otávio Ferreira

3 comentários:

Glauber Vieira disse...

Bela homenagem! Conheci Araxá e realmente é uma bonita cidade.

Flávio Otávio Ferreira disse...

rsrsrs...Caro Glauber,
Araxá realmente é uma bonita cidade e, até mesmo agradável, mas a homenagem deste poema é a outra cidadezinha...Bela Vista de Minas minha terra natal!!!

Glauber Vieira disse...

Eita, que gafe! rsrsrs