quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tarja Preta

Tua voz tange minha retina
indeferidos brados
ribombam no céu da boca

Sismo
catarses violetas
entredentes dissipo o eco
em beijos acres

A cidade alucina
Entre o crepúsculo brocado
E a sombra seda fosca

Cismo
tinjo as tarjas pretas
verde, champanhe, prosecco
delírio tinto em cristal ocre

O raso é sem fundo
quando desfraldas tuas velas
entre o inefável e o hostil

pelo vidro vejo o mundo
que desbota e amarela
sob teu olhar incivil.

Rosa Cardoso e Iriene Borges

Um comentário:

FláPerez (BláBlá) disse...

dos meus esse!
ótima dupla!
o final foi de dar inveja.

Iriene, estava lendo um seu poema no pc da casa da mãe outro dia e tive q sair, deixei aberto: minha mãe leu e pensou que fosse meu! rsrsrsrsrsrs
disse q somos parecidas!
bjbjbj