segunda-feira, 16 de abril de 2007

No escuro de si

Antes de tudo, queria expressar o meu prazer em participar desse projeto com todos os membros. Sou um cara perdido no universo frio e calculado das ciências exatas, sou da área da Ciência da Computação, e encontrei nas sombras dos pensamentos, as palavras, uma forma de canalizar minha humanidade, por mais perversa que ela possa ser às vezes.

No escuro de si



Cerrando esses olhos cansados
Só resta o escuro, se faz pleno!
Tal esse que me toca tão ameno

Posto que se ao invés do breu
A luz sob essa casca, a verdade,
Revelasse-me nu, cru em mim,
Não restaria nenhuma sanidade
Na minha falsa-belo vida-jardim

E tendo o pesar maior que mundo,
Doloroso reconhecer(-se),
Cedo em desespero, em medo,
Na proeza de fugir de si mesmo,
Pois é menos árduo compadecer
Com toda humanidade do que
Admitir-se em plena vontade

Então deixe-me nesse repouso
Teimoso e irrefutável...
E já não durmo, vou além, hiberno!
E o cotidiano-travesseiro moderno
Não me é duro, me é bem confortável...


Augusto Sapienza

12 comentários:

Mão Branca disse...

hehehe, o texto tá da mesma cor do fundo. não dá para ler.
[]s

Thin White Duke disse...

pow, acho que foi intensional, n? a escuridão dentro de si, a escuridão da letra com o fundo... não sei se to viajando, mas ficou bom assim eaiuheaihiaehea

Enfim, sobre o texto várias passagens chamaram-me muito a atenção "Na minha falsa-belo vida-jardim" ficou belíssimo!

A terceira estrofe completa também está impecável... é assim mesmo

adorei o texto
flew!

Augusto Sapienza disse...

Amigos, foi proposital... Uma forma de interagir mídias, o Thin White Duke está certo... Era para instigar mesmo, obrigado pelos elogios...

Um grande abraço

Larissa Marques disse...

Não percebi ser uma ferramenta proposital, mas a idéia é muito boa.
Já conehcia o poema, jpa havia lido em seu blog!
Reverências!

Alexandre disse...

Bom conhecer gente nova por aqui.
Boa sorte!

Otávio M Mártinezi disse...

Parabéns, Augusto!
A ilustração é ótima, a sacada de descobrir o texto é muito boa, e o principal: o poema é um doce lamento. Muito legal.

Leandro Jardim disse...

Ótimo poema e imagem!

E concepção do post genial!!!

abraço
Jardineiro

Augusto Sapienza disse...

Pessoal, obrigado pela força... Pessoalmente defendo uma maior interação entre mídias na arte...

Um grande abraço a todos...

Flávio Otávio Ferreira disse...

Bacana... o poema é um primor. Tudo no post está legal, e tem o seu peso. Tanto imagem, a abertura e o poema oculto na escuridão, para lê-lo é necessário libertá-lo momentaneamente!
Abraços.
Paz e Literatura!

*Caroline Schneider* disse...

[Tóinóinóinóin]... Cara... essa eu DEMOREI pra sacar! RSRSRSRS tsc tsc tsc tsc Lamentável... fora essa minha "lerdeza" (em prantos de tantas gargalhadas), parabenizo pelas maravilhosas linhas e pela fantástica idéia [da próxima vez, vê se dá uma dica pros quaseparando...hauhauhauhau]. Beijos poéticos*

Larissa Marques disse...

Só para ter registrado, agradeço a José Augusto, a gentileza de ter montado, com tanto carinho esse blog. Quem não me conhece, não tem noção do quanto sou "chata" e ele, como um cavalheiro é, tornou meus desejos todos em realidade, e vejam no que deu.Um espaço bonito, cheio de gente interessante.
É isso Guto, obrigada por sua terna e agradável ajuda. Se não fosse assim, nossa casa seria menos bela.
Beijo, meu caro!

Augusto Sapienza disse...

Fiz isso pela nossa amizade e pela minha vontade de espalhar cultura e idéias pelo mundo, pois penso que só assim teremos um mundo com seres mais pensantes...
Beijos e obrigado você...