terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Dialética

sou pedra que chora
sou vidro que estilhaça
meu sorriso canta,
enxugando lágrimas
nos cantos, poças
covas rasas de intenso pranto
mas inda há brilho no olhar...
mesmo que por vezes se apague
nos percalços do meu caminhar

intenso o frio por falta de afago
calor que arrefeça a alma
escrevo, calando grito
como que alimentando gemido
quero colo, quero afeto
mas faço-me discreto
e, friamente,
saio pela tangente
e se precisar, bato o martelo...

pois mesmo quando sou fraco
faço-me forte
assim eu sou
nada morno, nada pouco
ou tudo ou nada
sou Tese
sou Antítese
e por fim,
Síntese

CAROLINE SCHNEIDER

5 comentários:

Ela disse...

ola garota

Achei que havia sumido.
É maravilhoso encontrar sua síntese aqui...

beijãoooooooooooo

solizabeth2 disse...

Ola Caroline,
Adorei sua poesia.Trabalha bem com as palavras. Parabens, querida !
Bjs,
Solange Elizabeth

Ligia disse...

Olá Carol,
Parabéns pela poesia, parabéns à poetiza... Beijinhos,
Ligia

Leandro Jardim disse...

ótimo, fechado com chave de ouro!

beiJardins

medusa que costura insanidades disse...

Bato eu o martelo pra dizer que esta poesia está perfeita.....adorei Carol
bjos
Rita