sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

O dia que menti para a realidade


Mais que menti, acreditei em minha criação
Por mim escarrado, num tipo de sonho mudo,
Na face rígida da minha realidade viril
E de troco, da verdade, ganhei um murro...
E quando me recuperei, novamente sóbrio,
Você e o acaso já haviam se cansado,
Salgaram o meu doce desvaneio febril...
Afinal, de tanto permanecer sorrindo,
Minha sorte teve caimbra na boca...


Augusto Sapienza

4 comentários:

Glauber Vieira disse...

bom ritmo, bom tema, gostei do texto.

medusa que costura insanidades disse...

ótimo desfecho

Leandro Jardim disse...

Bom! Gostei :)

Mão Branca disse...

doido, gostei!