quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Contra-manual das mentes primárias

Imagine-me estando na tua cozinha
sorrindo e te perguntando onde guardas o café.
Quem sabe tenha mais de palhaço do que estimo
e me envolvo na pele da mais puta palaciana.

Mesmo ainda que falsos, amores, eles existam.
Minha palmeira pela manhã me vê desmontada,
cuido que se esqueça dos gemidos e promessas.

Tenho fantasias para mais de cem prostíbulos.
Abri meu guarda roupa de drag e, que sorte,
descobri esperanças a serem jogadas fora.

Caio de joelhos, de lama sujo o sexo de macho.
Os mesmos desejos nos trazem aqui na sacada,
tenho alma de lince, isso meu cachê não cobre.

Um comentário:

Larissa Marques disse...

Sê bem vindo! E desculpe-me por não ter comentado antes, provavelmente postou fora de seu dia! Por isso passou em branco, mas prometo ser mais cuidadosa!
Que bom ter você com a gente!
Bom poema!