segunda-feira, 24 de novembro de 2008

POEMA # 2

Poema # 2

: impossível sem quebrar uns ossos,
talvez alguns golpes de navalha na face
(como um imprudente zagueiro
ou um barbeiro louco).

: improvável sem queimar algumas casas,
talvez algumas pessoas em praça pública
(como se fazia em nome de Deus
ou de homens alçados a).

: fora de cogitação sem pessoas,
talvez algumas que não existam
(como aquelas dos romances antigos
ou dos sonhos razoáveis).

: impensável sem amor pela vida,
talvez por uma mulher ou por um cão
(como se vê na rua aos sábados
ou nos bares à noite).



*

4 comentários:

Cássio Amaral disse...

bom poema nolli!

abraço.

*Caroline Schneider* disse...

Nolli! Gostei do poema... ainda estou pensando... pensando... rsrsrsrs Beijocas estaladas!

Barone disse...

Belíssimo poema.

Larissa Marques disse...

Sabe de minha admiração por ti! E tenho que te agradecer por trazer Barone até mim! Ele tem me ajudado muito com o Manufatura!
Belo poema, forte, com a sua marca!
Beijo!