segunda-feira, 7 de março de 2011

(...)

A poesia passou suja e maltrapilha
à minha porta, pediu comida
pediu esmola para matar a fome e a sede

não lhe dei ouvidos,
nem sequer alguns centavos
agora, a me ver de esguelha,
atravessa a rua
indo bater em outras portas

comigo não flerta de longe
nem envia sorrisos
que a tantos distribui

para mim, apenas um dedo em riste,
que me aponta obsceno
lembrando-me o que não fiz.


6 comentários:

Joakim Antonio disse...

Clap Clap Clap

Ótimo Otávio!

Glauber Vieira disse...

Ótimo texto!

Rodrigo Sena disse...

Como sempre, poesia de primeira!

Cris Linardi disse...

Excelente, Domit.

Marcia PoeTree disse...

Sei bem como é estar em falta com a Poesia... quem sabe um dia Ela volte a bater na minha porta! Parabéns Flavio, sou fã dos seus escritos!

Larissa Marques disse...

Flávio,
sentido aqui, beijo!