sábado, 15 de setembro de 2007

Insônia


A cama vazia pulsa pelo meu corpo
Mas estou encarcerada na febre
Jaz vivo no caixão do alvoroço
Aquele que inventa o que não deve


Não quero dormir
A noite é felpuda
escorrego entre seus dedos
e desmaio no travesseiro que urra


Sonho um sono que me leve
vazio e transparente
frágil como uma pluma
não insiste em me deixar doente


Quero brincar no escuro
Desvendar as almas penadas
passear no cemitério
Com um cadáver de mãos dadas

3 comentários:

Deveras disse...

O desenho que ilustra o poema têm tudo a ver. Aliás, falando em poema, bem deprê este...

ficanapaz

Glauber Vieira disse...

Gostei do texto e tb da figura que o ilustra.

Larissa Marques disse...

Como sempre, maravilhosa, estava com saudades!