quinta-feira, 26 de julho de 2007

Oração da Biblioteca Central


acender as velas
e ir além:

guiai-me
São Leminski
cheio de álcool
e São Baudelaire
cheio de pólvora

amém

8 comentários:

Larissa Marques disse...

Para quem respira Leminski e vomita Baudelaire, vivendo em Sampa a cidade do pó e da incompreensão, só podia ser Anderson H.
Adorei conhecer você, assim como todos os amigos do "Bar do escritor". Quando digo que somos movimento é que acredito nisso.
Beijo!

Thorpo disse...

maneiro, cara!

Moacy Cirne disse...

Vou colocar esse poema no Balaio, tudo bem? Imagino que posso assinar o seu nome por completo: Anderson Henrique Sousa. Um abraço pra turma toda.

L. Rafael Nolli disse...

Meu camarada, depois disso basta aguardar a benção: pois o que não falta é pólvora em Baudelaire e álcool em Leminski, e vice e versa!

Aline disse...

sim!
amém!

Manufatura é algo viciante.

Deveras disse...

Mandando bem em verso, prosa e agora nas orações,rs

ficanapaz

Priscila disse...

Bênção pra derrubar qualquer um.
Muito bom. :)

Glauber Vieira disse...

Confesso que sou um analfabeto funcional em termos de poesia, por isso não entendi a relação de Baudelaire com a pólvora. Mas ficou um texto redondinho. Sugiro que, quando publicar um livro, coloque-o como uma introdução, acho que funcionaria muito bem nessa função. Já pensou iniciar um livro com a citação de dois monstros da literatura?