sábado, 16 de junho de 2007

Crônicas de viagem: Itabira e Cordisburgo

Crônicas de viagem: Itabira e Cordisburgo
Este mês quero compartilhar com vocês experiências literárias que tive nessas duas cidades mineiras, esperando que outros amantes da literatura façam as malas e possam também deliciar-se nesses cantinhos de Minas.Pra quem não ligou o nome à pessoa, explico: Itabira é terra natal de Drummond; Cordisburgo, de Guimarães Rosa.Itabira, localizada a uns 150 km de BH, tem sua força econômica baseada na produção de ferro (leia-se Vale do Rio Doce), mas todos que visitam a cidade não ficam indiferentes a presença de Drummond em suas ruas.O poeta nasceu em 1902, em uma casa na área rural, décadas atrás desmontada pela Vale do Rio Doce, que descobriu uma jazida na região. Isso mesmo: a casa foi desmontada, não demolida. Recentemente, foi reconstruída em outro ponto da cidade.A iniciativa mais interessante, porém, foi a criação de um museu aberto sobre o poeta. Quem conhece sua obra sabe que Drummond escreveu muito sobre as pessoas e coisas de Itabira. Hoje em dia, mais de 40 placas de metal estão espalhadas em pontos da cidade que inspiraram o poeta. O famoso poema "José", por exemplo, foi inspirado em um fato protagonizado pelo irmão de Drummond, em um casarão da família. O casarão virou o Hotel Itabira, e na frente dele está o texto do poeta, eternizado em uma placa.A cidade disponibiliza para seus visitantes um mapa com a localização de todas as placas, e um passeio pelas suas centenárias ladeiras, becos e casarões é realmente imperdível.Pra coroar sua estadia em Itabira, vale uma visita ao Memorial Carlos Drummond de Andrade, projetada pelo seu amigo Niemeyer e localizada em um morro com vista panorâmica para a cidade.A pequena Cordisburgo, a uns 70 km da capital, é muito conhecida por abrigar a belíssima Gruta de Maquiné, e também por ser berço de um dos maiores escritores brasileiros. A casa onde Guimarães Rosa nasceu, localizada bem próxima a estação ferroviária, transformou-se em museu, com objetos pessoais e livros do romancista.Na parte da casa onde o pai do escritor mantinha um "secos e molhados", vendem-se hoje livros do escritor.Outra iniciativa digna de aplauso foi a criação do grupo Miguilim, de contadores de histórias. Todo o dia, no museu, jovens carentes servem de guia e também declamam trechos inteiros de textos do grande Rosa. Bela iniciativa que ajuda economicamente os jovens e incute nos mesmos e nos próprios visitantes o interesse pela obra de Rosa.
Então é isso: boa leitura e boa viagem!

7 comentários:

Glauber Vieira disse...

Pessoal, não consegui anexar fotos ao texto. Por isso, quem quiser conhecer um pouco de Cordisburgo, visite http://www.idasbrasil.com.br/fotosminas/port/cordisburgo.asp

Itabira também possui site oficial: www.itabira.mg.gov.br

Larissa Marques disse...

Não conheço Itabira, mas poderá ser o próximo roteiro de viagem, gostei muito da matéria...
Beijo, Glauber!

Thorpo disse...

Fiquei com vontade de ir à casa-museu do Guimarães. Assim que puder, irei. Valeu, por ter compartilhado conosco tua viagem.

Glauber Vieira disse...

Larissa e Thorpo: obrigado pelos comentários!

Deveras disse...

Cara, grande dica... Quando puder, farei o roteiro.

ficanapaz!

gleice.miguel disse...

olá glauber...faz tempo q fomos lá né? eu ainda me lembro da Gruta de Maquiné, da casa de Guimarães Rosa...enfim, sempre é bom relembrar e dar dicas d cultura pra q nesse mundo possa haver mais sonhos e imaginação vinda dos livros e dos passeios, e não somente da internet né???

L. Rafael Nolli disse...

Glauber, meu camarada, tive a chance de visitar Itabira durante as comemorações do centenário do poeta e fiquei impressionado com aquelas ruas por onde CDA passou, me fez lembrar todos aqueles poemas - as calçadas cheia de ferro, a montanha que não existe mais! Quero muito ir a Codisburgo! Vi OS Miguilins em Araxá, na faculdade - show de bola! Com certeza as cidades são roteiros obrigatótrios! Abraços para ti!