segunda-feira, 11 de junho de 2007

A mão branca

A noite joga seu manto sobre a luz
E minha vergonha desaparece
Protegido pela escuridão
Fico em paz

Não quero neon na minha cara
Nem pessoas me servindo
Preciso saber quem sou
E do que sou capaz

Penso no que não fui e
No que não serei
Sonho o sonho dos malditos
Não volto atrás

O breu que esconde o medo
Revela o monstro íntimo
Escolho o fracasso da vida sob a luz
Que a liberdade da mão branca

A mão precede a mente e o ser
A mão é branca mas a alma negra
quer dia

9 comentários:

Me Morte disse...

Muito incisivo, tua cara, eu curto teu jeito de se mostrar na poesia. E ainda dizem que teu forte são os contos, sim, concordo, mas teu fraco é tão gostoso de se ler. Eu adoro.Beijos

Larissa Marques disse...

A cada postagem uma surpresa, estou conhecendo uma outra face desse ser, beijo Gigio! Belo poema!

Mão Branca disse...

obrigado, queridas. na próxima postagem colocarei outra poesia sobre o nick mão branca.

Leandro Jardim disse...

interessante e intrigante!

Claudia Menezes disse...

Muito legal !!! Gostei .. Beijins

[barba] Uonderias disse...

acho que já li esse!

Lunna disse...

Gosto da sua forma de surpreender no versar.
Abraços

Glauber Vieira disse...

Gostei do texto, se eu tivesse cacife pra bancar uma antologia de poesias que conheci na net, essa ocuparia lugar de destaque.

Mão Branca disse...

hehehe, glauber, faremos uma antologia. mini, é verdade, mas vamos migrar para o papel. acompanhe.
[]s