quarta-feira, 13 de junho de 2007

Justiça dos homens


O tiro ecôa ao longe,
No céu brilham metais,
No chão alvos fatais
E choros incontidos.
Não foi Deus,
Não fui eu,
Foram eles!

No chão leitos de sangue
Abrigam corpos calados,
Uns civis, outros soldados
E olhares sobreviventes
Oram a Deus,
Pedem por mim,
Temem por eles!

Seja eu a calar seu grito,
A cravar seu peito insano,
Fazer justiça ao desumano
E tomar de volta a paz
Que Deus quer,
Que Eu quis,
Que me fez um deles!

Cidades refletem nas chamas
A história de cada menina
Sepultada nas ruínas,
Num ritual antigo
Que não é de Deus,
Nem meu,
É dos Homens!


7 comentários:

Glauber Vieira disse...

Acredito que já tenha lido esse poema no Bar do Escritor, e reafirmo minha opinião da época: o texto é excelente, um dos melhores da Me. Possui uma temática atualíssima e foi escrito com maestria. Irrepreensível.

Alexandre disse...

Excelente poema que expõe toda a crueldade e incapacidade humana de se compreender e compreender o sentido e o valor da vida!
Abraços!

Betomenezes disse...

muito bom, me gostei mesmo ^^

[barba] Uonderias disse...

nunca li esse poema
e mesmo que tivesse lido, repetiria:
lindo!

Thorpo disse...

Legal a mudança de temática, Me

Larissa Marques disse...

Minha querida, lindo poema, saudades suas! Desculpe-me pela demora, fiquei dois dias sem computador, um martírio.

Me Morte disse...

Valeu todos, vc são lindos. Esse estilo social existe na dona da Me, é coisa antiga. Larissa, senti sua falta. Beijos