quarta-feira, 20 de junho de 2007

Âmago do Amor

Um dia insistiram para que eu classificasse as coisas
Isso é belo, aquilo é feio, aquilo é bom, aquilo lá é mau
Disseram-me que deveria amar as pessoas
Falaram-me de amores sem contra-indicação
Não me disseram que eu não poderia amar o amor do outro
Um dia eu saí por aí amando tudo
Descobri que amor também era dor
Daí, me doeu tudo
Odiei tudo o que amei e amei o meu ódio
Acordei no outro dia, perdoei tudo
Amei de novo, mas dessa vez não amei tudo
Também não odiei tudo
Descobri que havia coisas que eram dignas de serem amadas
Outras que eram dignas de serem esquecidas
Outras ainda que eu sequer suspeitava amar
Descobri que posso amar muito, mas nunca posso amar tudo
O amor é um sentimento egoísta, nós é que amamos,
Cada um na sua individualidade
O amor é sentimento para consumo próprio
Que deve ser compartilhado
Dividido
Mas nunca,
Nunca
Só.

3 comentários:

Glauber Vieira disse...

Legal, gostei, tem um bom ritmo,e o tema é interessante.

Larissa Marques disse...

E como amar algo se não se tem nem amor próprio? Se eu tivesse a resposta, beijo meu caro! Saudade de você!
Beijo grande!

Deveras disse...

"Um dia insistiram para que eu classificasse as coisas"... Isso é muito bom!

As coisas para este lado da net andam muito românticas (tá, o seu têm um quinhão de "mulher do próximo? foda-se, pego do mesmo jeito"...

ficanapaz