terça-feira, 19 de junho de 2007

Você



No ardido da minha boca
Você não sente o gosto
Distante do meu eu
Não há o que sentir

Nas lágrimas dos meus olhos
Você não vê o meu mundo
Perdido no seu eu
Não há o que sonhar

Na dor da minha pele
Você não percebe os meus desejos
Entre você e eu
Não há o que viver

7 comentários:

Glauber Vieira disse...

Belo texto, vc falou do desencanto de uma forma simples e bela.

Deveras disse...

Bela poesia... Um quê de saudade, um tanto bom de tristeza, mas mesmo assim, bela.

ficanapaz

Me Morte disse...

Lindo Claudia! Sensual e triste. Beijos

medusa que costura insanidades disse...

bela dose de desepero lírico...esse poema escorre nos olhos,uma tristeza na alma

Alexandre disse...

Às vezes o que não está lá faz muito sentido!
Abraços.

Claudia Menezes disse...

A poesia não fala de saudade, mas sim do desencanto e da distância.
Obrigada pessoal por postarem no meu dia .. Beijins para todos. :)

Flávio Otávio Ferreira disse...

Bela poesia!
Abs.
Paz e Literatura Sempre.