sábado, 23 de junho de 2007

Página Virada


Foto: Sérgio Redondo

Dentro da aurora vaga,na hora exata da sonolência do sol
(naquele momento em que o olhar tranqüilo do ócio
amolece as manhãs como se fosse sempre outono)
desatam as mãos e desviam rapidamente o olhar em ruínas,
num rompante de rubricar com passos velozes
um fim.


No rodapé da página virada,um poema sangra lentamente...
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Marla de Queiroz

10 comentários:

Flávio Otávio Ferreira disse...

Gostei..."na hora exata da sonolência do sol" - horinha boa pra se espreguiçar, virar pro lado e esquecer que existe um mundo lá fora...aiaiai...
Este poema tem um tom de despedida!
Espetáculo!

Larissa Marques disse...

muito bom, acredito que certas horas nos inspiram, certos lugares, certas pessoas. Seu texto é inspirador.
Adorei.
Beijo grande!

Claudia Menezes disse...

Muito gostoso de ler .. Linda poesia .. Beijins

Glauber Vieira disse...

Confesso que me espantei na primeira leitura, acreditando que o poema fosse a introdução para outro texto. Na segunda leitura, mais atenta, percebi que o texto se basta e é simplesmente belíssimo.

Glauber Vieira disse...

Pessoal, depois de um início empolgante, tenho percebido uma queda na quantidade de comentários. Somos 25 autores, não se justifica que os últimos poemas tenham apenas 3 comentários nesse momento que vos escrevo.
Quem escreve pretende não só ser lido, mas tb necessita de um retorno sobre suas palavras: vcs sabem, precisamos saber se nossa mensagem está chegando da forma que pretendíamos.
Por isso, que tal trocarmos mais idéias sobre os textos postados hein?
Um abraço a todos.

Paola Vannucci disse...

poesia bela porem verdadeira..............

Alexandre Costa disse...

Um momento de adeus...

medusa que costura insanidades disse...

sangro um comentário meio bobo ,meio tapado, teu poema é feito pétala.....tão belo , frágil,parte de um uno que delira segredos maiores....mágico

Analuka disse...

Uma leitura doce e molemente melancólica para esta hora do entardecer...
Bom descobrir este espaço tão rico em sua diversidade, delícia!
Abraços alados a todo o grupo.

L. Rafael Nolli disse...

A imagem encontrada por ti, Marla, é um presente: o crepúsculo se fundindo com o poema que sangra, ambos se unindo em cor, em intensidade, ambos se deitando para um reinicio - para renasceram!