domingo, 6 de maio de 2007

AMANHÃ

Hoje
Comemos a carne
Comemos as vestes
Somos antropófagos
Carnívoros devorando a vida.
Hoje
Somos miseráveis
Das idéias
Dos sentidos
Da futilidade.
Cérebros devorando mentes.
Hoje
Matamos os deuses
Outrora louvados
Antes adorados
Para sempre odiados.
Hoje
Não há motivos
Nem desculpas sinceras
Não há caminhos
Ou ruas seguras.
Amanhã
Nada restará
Das almas que devoramos
Dos homens que ignoramos
Dos deuses que matamos
Das vestes que nos abrigavam
Do frio gelado de nossa própria consciência.

10 comentários:

Manoela disse...

uma vida sem heróis beira a desesperança... um beijo lunna!!!

Flávio Otávio Ferreira disse...

Poema forte, consciente!
Abraço!

*Caroline Schneider* disse...

Teus escritos sempre nos chamam pensar em nossa própria forma de ser e agir. Utilizas com excelência a função social de POETA! Bravíssimo, caro AMIGO! Beijocas estaladas* bom domingo

Thin White Duke disse...

cara, mto bom!
pra ficar melhor ainda acho que uma separação entre os hoje's em estrofes ficaria mais bonito e melhor de ler, mas é detalhe mínimo, o principal está ótimo
parabémns!

Alexandre disse...

Obrigado aos amigos pelos elogios e críticas!
Abraços em todos e...vida longa e próspera!

Larissa Marques disse...

Alê, nem vou comentar, se eu disser que gosto de seu estilo estarei me repetindo, se disser que adoro você, estarei redundando!Acho que já sabe não é? Beijo, meu querido, beijão!

Claudia Menezes disse...

A poesia ficou muito legal. Bem realista !
Beijins =)

Glauber Vieira disse...

Hmmm, texto bem reflexivo e social, do jeito que eu gosto. Muito bom.

[barba] Uonderias disse...

cara...
isso daria uma canção
e das boas!!

medusa que costura insanidades disse...

sinceridade e força lirica mata a pau! muito bom