sexta-feira, 4 de maio de 2007

Passarinho sem asas


Na estrada, no caminho
sou pa
*******ssa
*****ri
*******nho
sem asas
(...)
anseio estar pronto pra voejar
sou despojado de tempero alado
da anarquia, do fado
do desterro atrelado
liberto-me em meu instante pensar
volito em sinfonia de cantos
em odes ao vôo infinito
(quisera ser destemido)
e num salto, faísca de momento
apanhar borla em pé de vento
- nem que fosse derradeiro intento!
esvoaçar entre nuvens em adejo solto
degustando
o sabor do vento e
o arroubo
da tão almejada
LiBeRdAdE

19 comentários:

Leandro Jardim disse...

Sabe que eu gostei?! Achei diferente, interessante, instigante... muito bom!

beiJardins

Leandro Jardim disse...

Ei, olha só: semana que vem é semana de convidados no Blog de 7 Cabeças.
www.blogdesete.blogspot.com

Mês passado minha convidada foi a Larissa... nesse adoraria que fosse você... topa?

posso postar esse poema mesmo, ou outro que me mostre, ou me mande alguns que escolho, enfim... topa?

beiJardins de nuevo!

*Caroline Schneider* disse...

OPA! CONVITE ACEITO EM PÚBLICO E RASO!!! RSRS

Thin White Duke disse...

dá pra ir voando acompanhando o
pa
ssa
ri
nho

mto bom!

Lunna disse...

A poesia e suas sensações que nos levam de encontro aqueles anseios da pele.
Adorei o poema...
Beijos.

[barba] Uonderias disse...

alguém pode me explicar pq o uso das reticências?

Oo

Glauber Vieira disse...

Acho que um poema é bom quando consegue aliar texto e ritmo, a poesia que funciona - pra mim - é quase como uma letra de música. Esse aqui ficou ótimo, pelo tema, pela construção, por tudo.

Flávio Otávio Ferreira disse...

Belo belo belo... Bom trabalho!
Somos passarinhos quando voamos no espaço infinito da poesia, eis a liberdade de voar sem ter asas!
abraço
Paz e Literatura Sempre!

*Caroline Schneider* disse...

BARBA! As reticências, aqui, são para FAZER SUSPENSE! (muitos risos) e para dar asas ao leitor! [além do que, quem conhece meus escritos sabe que AMO AS RETICÊNCIAS... ... ... kkkkk]
Beijos, querido.

do infinito impreciso disse...

gostei da disposição das palavras :) da brincadeira com a busca pela liberdade, que na verdade é um desespero.

e das rimas, tb ^^

poema bonito, estilo bom mesmo ;)

*Caroline Schneider* disse...

Amigos... fico muito feliz e lisonjeada pelo carinho e estes comentários só podem me trazer MOTIVAÇÃO para continuar a criar e sentir prazer na poesia que habita meus dias e minha alma. Beijos estalados a todos*

Anônimo disse...

Parabéns!


Claiton Prinzo

Alexandre disse...

Seu belo poema me lembra: free as a bird / Life is very short, there is no time...eu também amo as reticências...
Bjs.

Larissa Marques disse...

Não tenho uma opinião formada ainda sobre o texto, mas assim que a formar, comento.
Quanto as reticências, da maneira que são apresentadas, não me agradam, dão a idéia de que o poema é apenas um fragmento de um contexto, não gosto. Como leitora quero almejo alcançar o contexto, não parte dele.

*Caroline Schneider* disse...

bah, lá vou eu mais uma vez explicar-me quanto as minhas reticências... dentro de um texto como na prosa, ele seria "tachado" de fragmento, ou seja, a autora adulterou o texto, framentou-o, devido ao uso das reticências. Mas na poesia, que é livre, o poeta pode muito bem ter posto o pensamento do passarinho (no caso apresentado), ou seu próprio pensamento. Acredito que cada um deve ter, por si, a leitura das reticências aqui. Poderia ser o sofrimento, o momento de análise, a angústia vivida, as considerações do passarinho! Além do que, abaixo tem mais mensagem de que, entre parenteses, o pensamento do passarinho está passado entre parenteses: (quisera ser destemido). Não me agrada ficar me explicando, mas acho que convém esclarecer que a liberdade do poetar e do voejar do passarinho estão intrinsecamente ligados! Sei que estou em meio a mentes brilhantes, mas creio também que há de haver margem a uma poesia contemporânea, aberta à licença poética e à liberdade de expressar sentimentos e emoções, da melhor forma que se encontrar dentro de linhas e com os mais variados recursos da linguagem. Beijos a todos e boa semana!

Larissa Marques disse...

Dei minha opinião, não sou crítica literária, e seja em poesia ou em prosa, ou em qualquer escrita, livre ou não, a reticência entre dois parênteses pressupõe fragmentação. Beijo à autora.

Larissa Marques disse...

PS.: Meu comentário não tem intenção de desmerecer o texto, foi apenas uma colocação pessoal.

*Caroline Schneider* disse...

Eu sei, minha flor e querida amiga... só tenho direito de resposta! rsrsrsrs Continuas morando no meu coração, como sempre! Beijocas estaladas*

medusa que costura insanidades disse...

que vontade de voar Carol,ficou lindo!bjos