terça-feira, 8 de maio de 2007

Pedras de(s)caminhos.

Mais que teu silêncio eu não era,
e tão desesperadamente acreditavas,
que mal via eu ser a sombra dos teus passos.

Sempre e tanto, por todo e tal contentamento,
eu era tu e era outro, era apenas o apego do teu verbo
teu delírio de apegar.

Tanto confirmo que hoje estás pelas esquinas,
procurando o meu nome repetido
inventado teu aquele nome,

que hoje eu, que sou apenas?
hoje eu, que sou teu sempre,
mal percebes que procuras teu sentido

no oposto do meu nome.

Não me queres de volta.
Queres tua vida de volta,
e como posso eu devolvê-la, quando tu mesma a tiraste?

Atiraste contra a pedra do teu nome
contra todos nossos sonhos,
e agora choras com teu eu arrependido.

10 comentários:

Larissa Marques disse...

Marília, o seu poema me vestiu hoje, como a luva para mão. Gostei.
Beijo, linda!

Alexandre disse...

Um poema desabafo! Bonito.

Claudia Menezes disse...

Ficou muito lindo. Parece ser bem pessoal. :)

Flávio Otávio Ferreira disse...

Belo Poema. Ingratidão a gente supera e passa por cima. Como diria o Chico: "Olhos nos olhos, quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais"....

[barba] Uonderias disse...

ah...
já reconheço o desabafo nos textos da Marília
ela consegue deixar bonito!

Paola Vannucci disse...

estive aqui estou lendo

rsrs

bjs

do infinito impreciso disse...

agradeço muitíssimo os comentários e a atenção de todos ;)

tenho mesmo esse quê de confessional nas coisas, ate qnd nao é, e q eu diga que, mesmo qnd gosto, to tentando domar hehhee
qq dia eu posto uma coisa bem sangrenta :D ou foda, em homenagem à Me ou ao Gigio. hehehe
beijos =)

*Caroline Schneider* disse...

Infinitamente belo, imprecisamente preciso... parabéns pelos versos, Marília! e como não ter um quê de confessional, se todos já passamos por algo assim na vida?... Beijocas estaladas*

medusa que costura insanidades disse...

adoro tudo que ja li da Marilia..."delirio de apegar"..."atirar pedra contra o nome"...sua criatividade é insaciável.....

Augusto Sapienza disse...

Muito belo, acho que todos os meus eus, criados por mim ou por outras pessoas, gostaram do seu texto.

Beijos poéticos...