quarta-feira, 9 de maio de 2007

NO VIDRO

outros ônibus perpassam minha cabeça
é um reflexo translúcido e narcísico
do correr da noite às luzes
de dentro, consigo ver a via
mas não conjugo estar
condicionado a esse frio:
as pessoas da cidade vão
sem brio, com breu, sombrio
ou o pacto sempre são
de um bem estar vazio.

11 comentários:

Claudia Menezes disse...

Ficou bem criativo .. Muito legal! =]

medusa que costura insanidades disse...

gosteida contradição como um bem estar pode se vazio???pareceu-me uma divagação interessante

Larissa Marques disse...

Adoro recostar a cabeça na janela do ônibus para me ver, junto com os carros que passam, é uma estranha simbiose, do que olha e a paisagem.
Muito lindo!
Beijo!

Glauber Vieira disse...

Hmmm, texto curioso e interessante.

Claudia Menezes disse...

Oi! Leandro.. Obrigada pelo comentário que você deixou no meu blogger, adorei a sua visita ... Ah! Muito legal os seus bloggers ... Com o tempo vou lê-los com mais calma ... Beijins

do infinito impreciso disse...

"o pacto sempre são
de um bem estar vazio."

gostei dessas duas finais, mas bem mais da penultima ;) o pacto sempre são, pq fica ate parecendo uma silepse de numero, o pacto SAO hehehe e pacto nada sao, na verdade.. bem interessante.

divague sempre pelo onibus, sim, divago tb, gostei da viagem :)

[barba] Uonderias disse...

aaaah o "ônibus" é palco de muitas de minhas histórias

Alexandre disse...

Fazemos pactos sempre...é um eterno ser e estar! Muito bom.
Abraços!

*Caroline Schneider* disse...

Schön... esse poema é pra ser lido muitas vezes, pois traz muito conteúdo implícito, ainda que de relance não se veja, percebi muitos olhares nesta "viagem". Beijocas estaladas* pra ti, poeta das flores de muitas nuances!

Flávio Otávio Ferreira disse...

gosto de andar de circular, ver gente, ouvir as conversas, captar o sentido da vida nos olhares...apreciar sorrisos, mulheres.
é sempre muito bom...e produtivo tbem, penso muito dentro de um ônibus!

Augusto Sapienza disse...

Minha volta do trabalho num ônibus nunca mais será igual...

Abraços poéticos